segunda-feira, 25 de maio de 2015

SEJAM BEM VINDOS!

Olá!!!

Esse blog tem por objetivo expôr e analisar as verdadeiras necessidades de crianças com algum tipo de deficiência seja mental ou física, na educação escolar.
Cada vez mais a educação inclusiva se expande no ensino regular brasileiro, o direito fundamental à educação tem se ampliado a medida em que os preconceitos são quebrados e as diferenças são compreendidas.















Vale ressaltar que:
*A   Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no 9.394/96 (Brasil,1966), no Capítulo III, art. 4°, inciso III, diz que é dever do Estado garantir o "atendimento educacional especializado e gratuito aos educandos  com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”.

Inclusive, o capítulo 5 da LDB 9.394/96 trata somente de aspectos referentes à Educação Especial.

"Meu amigo diferente é Especial"

Na escola inclusiva, os alunos aprendem a conviver com a diferença e se tornam cidadãos solidários. Orientei algumas crianças que estudam em rede pública, que elaborassem espontaneamente desenhos de seus amigos especias. Aproveitei também para registrar comentários das crianças relacionadas a estes amigos. Vejam só!
O desenho ao lado foi criado pela Taynara, 10 anos. Ela desenhou seu amigo Rafael, também da mesma faixa etária de Taynara. Rafael é um garoto que tem a Síndrome de Asperger ( essa síndrome apresenta muitas semelhanças com o Autismo) ele ainda possuí uma inteligência acima da média. Como foi exposto no desenho, a aluna me relatou que Rafael prefere as aulas de Matemática. Em nossa conversa Taynara disse que o menino é divertido e todos o tratam com bastante respeito. Pedi para que a aluna mencionasse uma frase que ela gostaria que o seu amigo Rafael ouvisse dela, ela bem tímida respondeu: " Você não é um amigo muito importante para mim".
Esse outro desenho é da garotinha Pâmela,9 anos, que retratou seu amigo Erik. Ele é surdo e estuda na mesma escola que Pâmela. " O Erik é um menino bem bonito, todas as garotas da sala acham isso". Comenta Pâmela toda acanhada. Na escola em que as crianças estudam infelizmente não há intérpretes para auxiliar Erik e com isso o aluno acaba algumas vezes se irritando com certas situações, onde ele tenta se comunicar com os outros colegas, que muitas vezes não conseguem entender a linguagem de Erik.
A autora mirim do lindo desenho ao lado é Gabrielle,9 anos. Ao solicitar à menina um desenho de um amigo especial,ela disse que na escola onde estuda há várias crianças com necessidades especiais, no entanto, desenhou o Gabriel,que por sua vez é deficiente visual. Gabriel tem 11 anos e ainda enxerga pouco com a ajuda de seus óculos, ele tem a chamada Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos óticos especiais. Gabrielle disse que o menino também é bem extrovertido e que adora brincar com demais colegas. Em um momento de desabafo a garota revela um fato verdadeiro: " Pessoas especiais precisam de atividades diferentes e mais atenção para ser melhor para elas".
Através desses desenhos e dos relatos mencionados, podemos observar o olhar das crianças para com seus amigos e o quanto elas são serenas e sinceras!
“Diversos não são os outros, diversos somos todos nós”.(Reinaldo Bulgarelli)

domingo, 24 de maio de 2015

Educadoras contam quais os desafios de se trabalhar com alunos especias.

A educadora Adriana, 36 anos, leciona há 15 anos na rede pública do Estado de São Paulo e já teve várias experiências em sua carreira. Em entrevista com essa professora,sobre o tema:"Crianças com necessidades especiais no Ambiente Escolar" ela nos conta que trabalhar com criança especial é uma busca constante, pois a criança especial precisa de uma atenção maior, de técnicas diferentes para adquirir conhecimentos inseridos dentro dos componentes curriculares. Outro ponto interessante foi em relação a melhor parte desse trabalho, que para a docente Adriana é poder ver essa criança participando de atividades diversas dentro do contexto escolar, e os pais dando relatos de como é importante ver os filhos na escola sendo tratados como indivíduos, cidadãos com direitos e deveres.
Andreza,27 anos,ministra aulas no Ensino Regular há menos tempo que Adriana, porém já viveu experiências de como lidar com a Inclusão no Ambiente Escolar. - "Trabalhei com uma criança com deficiência visual. O meu trabalho era focar a socialização, a criança estava ali com a intenção de conviver com outras pessoas que não fossem seus familiares. A dificuldade encontrada foi na locomoção dentro da escola, pois a mesma, não era adaptada para receber a aluna."( relata Andreza). Para ela o professor deve se dedicar ao máximo para acolher essas crianças, rever o que se aprende, buscar novas estratégias o tempo todo com o objetivo de conseguir fazer com que a aprendizagem da criança se desenvolva de forma sempre eficaz.